Comunicação Social:

O futuro do jornalismo e as novas formas de se comunicar

Comunicação Social: O futuro do jornalismo e as novas formas de se comunicar
6 de dezembro de 2017 Nathalia Di Oliveira

O futuro do jornalismo está em risco. Pelo menos é o que dizem por aí. Afinal, competir atenção com as redes sociais não está fácil. Mas esse é o problema, nem tudo o que aparece na sua timeline é verdade. Boatos, fakenews, notícias sem fontes, sites suspeitos… tudo isso faz parte da rotina de quem vive nas redes sociais, seja para observar a vida dos outros ou para se sentir “antenado” com os acontecimentos cotidianos.


O futuro do jornalismo e as novas formas de se comunicar

Boatos, FakeNews, Falta de fontes, Sites suspeitos… Com a expansão e o fácil acesso à internet e à tecnologia, qual será o futuro do Jornalismo?

A população está consumindo conteúdo cada vez mais pelas plataformas de
distribuição e não pelos produtores de conteúdo. O Facebook não cria
conteúdo, ele é uma ferramenta onde o conteúdo é compartilhado, mas nem
sempre ele é real. O valor do verdadeiro jornalismo está se perdendo para
essas informações que aparecem o tempo todo nas redes. Onde vai parar o
jornalismo diante dessa situação?

Empresas já estão investindo na tecnologia, nos avanços da área da
comunicação, mais propriamente dito, nas mídias onde a população está
presente. As antigas mídias, como a TV, os jornais, as revistas, já estão
ultrapassadas perto dessa geração digital que se segue, e tende a ficar ainda
mais distante futuramente.

Como sobreviver durante a crise?

Como fazer o jornalismo sobreviver a tal crise? O único modo é remodelar, se adaptar e criar um novo conceito de negócio onde o jornalismo possa aproveitar as lacunas preenchidas pelo consumo de conteúdo nas redes para conseguir gerar receita, enxergar as barreiras do mundo moderno como uma forma empreendedora de inovar e conquistar um novo lugar.

Parar de se lamentar pela falta de espaço e desvalorização é um dos primeiros passos. O segundo é realmente mostrar a importância do jornalismo na vida das pessoas. Nós damos voz a quem não consegue ser ouvido, levamos um retrato da realidade a quem vive distante, nós nos aproximamos da humanidade através da informação. Deveríamos estar inseridos na lista de prioridades dos consumidores de conteúdo, mas isso só vai acontecer com a nossa dedicação.

Do que o jornalismo é capaz?

O jornalismo é capaz de fazer algo pelo mundo que muitas pessoas sozinhas
jamais conseguiriam. Somos uma cooperação que comunica, que une
gerações, que agrega cultura e conhecimento ás pessoas. A missão original do
jornalismo voltada a criação de identidade, afinidade e senso de comunidade
foi sendo deixada de lado no decorrer do século XX. Isso aconteceu
principalmente pela grande concentração de empresas de comunicação que
passaram a dar cada vez mais espaço a publicidade, com mais foco no retorno
financeiro do que na vontade de transmitir informação de qualidade.

O jornalista atual passou a escrever e produzir conteúdo com base nos gostos
das pessoas. Afinal, falar o que o outro quer ouvir é fácil, mas falar o que ele
precisa ouvir de uma maneira que ele se atraia é difícil, mas esse é o nosso
maior desafio (ou deveria ser) e que foi se perdendo. Nós precisamos
(re)aprender como comunicar coisas de utilidade pública de uma maneira que
as pessoas queiram ouvir, queiram ler, se interessem e utilizem aquele
conteúdo para sua reflexão e crescimento pessoal.

A internet e os produtos de informação:

Sobreviver de publicidade não dá. Até porque para se ter credibilidade e
reconhecimento o suficiente para conseguir bons lucros com anúncios é
necessário ter um público vasto que consuma os conteúdos publicados. Porém,
é difícil estabelecer os meios confiáveis nesse novo cenário digital. Aquela
frase “vi na internet” está surgindo com mais frequência com o passar dos dias
e é preocupante, pois nem tudo o que se vê na internet tem validade. E é para
isso que nós jornalistas estamos aqui.

Com o crescimento das redes sociais, onde há um contato com o público,
somente fazer jornalismo não basta (estamos vendo e vivendo isso). É
necessário focar no leitor, estabelecer uma relação com ele, conversar, dar
atenção, ganhar confiança e conquistar a credibilidade necessária para a
fidelização de cada um que lê o que você escreve, que se interessa pelas suas
palavras e pelo que você tem a dizer.

O jornalismo é capaz de mover montanhas, de ditar regras, denunciar injustiças
e promover o conhecimento. O reconhecimento desse valor gera benefícios
para ambos os lados, seja para o veículo e o leitor, para o leitor e a plataforma
de distribuição de conteúdo, ou até mesmo para o veículo e a plataforma, de
qualquer forma, todos saem ganhando. Ao reconhecer essa utilidade e esse
valor, aí sim o jornalismo atual poderá voltar a gerar receita e se sustentar com
base em notícias e informações.

Por conta disso, atualmente muitos jornalistas estão criando startups, ou sites
independentes, para gerar conteúdo para um público segmentado, de diversos
nichos diferentes, aproveitando o que seria uma barreira (a concorrência com
as redes sociais) para divulgar e disseminar seus conteúdos, gerando lucros e
se autossustentado. A visão empreendedora daqueles que sabem como
usufruir da tecnologia á favor próprio está melhorando a vida de muitos
jornalistas, que além de ter bom retorno de seus leitores, também está
mostrando seu valor e conquistando sua credibilidade.

Quer um exemplo? Sites como Think Olga, Ponte, Jota e Torcedores tem seus públicos específicos com base nos temas que tratam. Apesar dos temas diferentes, eles tem algo em comum: a forma como se comunicam com seu público, o  formato multimidiático e a linguagem digital.

Falando (ou lendo) parece fácil, mas também não é tão difícil. Alguns desafios do século XXI estão propondo que mudemos nossa forma de produção. O jornalismo que não se adapta ás novas formas de divulgação, de públicos, de linguagem, acaba ficando para trás.

A globalização, os avanços tecnológicos, tudo isso tem seus lados positivos
para a comunicação. Está mais fácil falar com as pessoas, por mais distantes
que elas estejam. Está mais fácil se aproximar do seu público, basta “dar um
Google”. Mas a convergência da mídia atual não se dá apenas pelo avanço
tecnológico, e sim pela evolução cultural das pessoas.

A maioria da população está presente no Facebook, no Instagram, no Youtube,
no Twitter. Cada um tem suas características diferentes, sua forma de se
comunicar, e com isso, tem também usuários diferentes com preferências que
se dirigem á essas plataformas de forma diversificada. Segundo Henry Jenkins, a convergência altera a lógica pela qual a indústria midiática opera e pela qual
os consumidores processam a noticia e o entretenimento.

 

É necessário evoluir e tornar a tecnologia uma aliada

Enquanto que antigamente os rádios, a TV e os jornais eram mais comuns,
hoje as pessoas podem ter todas as funcionalidades desses meios através de
um único aparelho: o smartphone. A questão é que além da mudança cultural
da população como consumidora de conteúdo, os jornalistas e outros
profissionais da comunicação também devem mudar sua cultura para se
adaptar aos novos meios. Com isso, nós jornalistas precisamos enxergar nosso
trabalho como um negócio, uma mercadoria, onde podemos lucrar com isso.

Quer um exemplo? Um dos conceitos ligados á essa mudança é o Spreadable Media, que consiste na mídia que navega pelas plataformas de distribuição através das ações de compartilhamento dos usuários em suas redes sociais.

Essa é a cultura participativa, que segundo Jenkins, faz com que enxerguemos o público não
apenas como consumidor de conteúdo, mas como pessoas que definem,
reorganizam e compartilham produtos midiáticos de formas não planejadas.
Não seria essa uma forma de se autopromover sem grandes custos? As
principais redes sociais são gratuitas, é o marketing digital tomando forma em
união ao jornalismo.

As comunidades virtuais que geram engajamento

As comunidades que surgem nas redes, seus nichos voltados a diversos
temas, sejam amantes e debatedores da política, sejam grupos religiosos ou
até mesmo grupos que amam animais de estimação, estão criando uma série
de compartilhamentos de conteúdos midiáticos que ultrapassam as barreiras
da antiga forma de comunicação. Então, está mais do que claro que devemos
analisar essa mudança cultural como algo positivo e aproveitar isso de maneira
inovadora para o renascimento e fortalecimento do jornalismo que produz e
publica conteúdo real e de interesse público. Para isso, cabe ao mercado e aos
profissionais enxergar uma oportunidade para gerar renda através desses
consumidores.

Quer um exemplo? Outro conceito ligado ao Spreadable Media é o Spreadability, que se refere aos recursos técnicos que facilitam a circulação de alguns tipos de conteúdo, nisso se destaca os recursos midiáticos que podem atrair os consumidores e motivar o compartilhamento.

O conceito de Stickness também é extremamente
importante nesse processo, pois ele diz respeito a uma medida que avalia a
eficácia dos sites e a relevância das informações se tornando ainda mais
presente diante a cultura participativa.

Esses conceitos se refletem em diversas situações cotidianas, como
manifestações organizadas através das redes sociais. Exemplo: as
manifestações contra o aumento da tarifa dos ônibus que repercutiu em todo o
Brasil no ano de 2013. Os consumidores agora são ativos, estão conectados e
interagem diariamente com publicações nas plataformas de mídia. E se não
houver uma renovação do jornalismo atual, muito provavelmente, ele entrará
em declínio.

A principal desvantagem disso tudo é que com a falta de atualização do
método de se fazer jornalismo, muitas empresas acabam fechando, muitos
jornalistas acabam nas ruas, e a demora para investir nessas inovações só faz
com que nos distanciemos a cada dia mais do que de fato deveríamos fazer:
informar a população.

O modelo de jornalismo atual – como deve ser investido

O jornalismo multimídia é o que há de moderno, que busca atender as
necessidades da população de uma maneira mais atrativa. É o modo que foi
encontrado e está sendo explorado por muitos veículos de comunicação para
fazer aquilo que Jenkins já dizia: “falar o que as pessoas precisam de um jeito
que elas desejem”.

A relação com o leitor, a velocidade e a profundidade das matérias, a
linguagem utilizada e os formatos explorados para expor um conteúdo
aprofundado está atraindo os consumidores. Adaptar o conteúdo para cada
veículo faz com que ele se modernize, atraindo essa nova geração, essa nova
cultura, para um meio que parece novo e atualizado.

Com isso o conceito de multimídia tem tomado forma, e pode ser decifrado
como uma multiplataforma, polivalente e com combinação de linguagens. Misturar elementos para gerar uma melhor harmonia e absorção de
informações está conquistando essa cultura participativa.

O novo jornalista tem se tornado polivalente mediático, onde trabalha simultaneamente com diversos meios; polivalente temático, onde não tem nenhuma especialização informática; e polivalente funcional, o famoso multitarefa.

A construção desse novo formato digital geralmente é composta pela junção de
dois tipos de linguagem que conversam entre si simultaneamente sem
distorção de informações. Atualmente existem oito tipos de linguagem: texto;
imagem; vídeo; gráfico; animação; discurso oral; música e trilha sonora; e
vibração.

Com a inovação tecnologia, estamos abertos a receber mais formas de
linguagem através do meio online. Hoje é explorado três dos cinco sentidos
humanos: a visão, a audição e o tato. Futuramente, quem sabe não
consigamos explorar o olfato e o paladar?

Já não basta mais produzirmos textos de uma única forma. Nós devemos
explorar as infinitas possibilidades para justificar nosso valor, atrair nossos
consumidores e ainda gerar lucro com isso. Basta querer!

 

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